5.30.2010

"Semana da Saúde"

A "Semana da Saúde", projecto idealizado para a conclusão do ano lectivo 2009/2010, iniciar-se-á amanhã, dia 31 de Maio, na Escola Secundária de Monserrate. A organização do mesmo tem como principais objectivos promover, informar e zelar pela saúde dos nossos colegas, professores e funcionários. Os eventos a realizar estarão abertos ao público e o grupo 3 conta com a tua presença. Prometemos muita informação útil sobre temas interessantes e actuais e ainda uma análise completa e gratuita à tua visão.

Serão realizadas as seguintes actividades:
  • Segunda-feira, 31/05 - Acção de Formação "Suporte Básico de Vida (Adultos)" por Enf. Samuel Sousa;
  • Terça-feira, 1/06 - Indefinido;
  • Quarta-feira, 2/06 - Rastreio Visual
  • Sexta-feira, 4/06 - Palestra sobre "Coma Alcoólico" por Enf. Alexandrina.

Encontram-se afixadas na escola vários panfletos onde te poderás informar acerca das datas, horários, respectiva duração e locais onde se realizarão as actividades supra referidas. 

Recolha de Sangue na ESM

No dia 19 do corrente mês, o grupo 3 organizou uma recolha de sangue, em parceria com a ADSF e o Instituto Português do Sangue, sendo que este último disponibilizou  uma equipa de técnicos para o referido evento.
Para tal, procedemos nessa mesma semana, a uma campanha de sensibilização junto da comunidade escolar, a fim de  realçar a importância da dádiva de sangue, mediante a distribuição de diversos panfletos e cartazes pelo recinto escolar, a fim de promover aquele evento.
A referida actividade decorreu ao longo de toda a manhã. Durante esse período o número de pessoas que aderiram foi bastante positivo, destacando-se a coragem demonstrada pelos alunos, cujas inscrições ficaram além das expectativas.
No final, foram conseguidas 43 inscrições e dessas 28 dádivas, o que demonstram um resultado bastante satisfatório.
Por último, o grupo 3 agradece a todos aqueles que tornaram possível a realização desta recolha de sangue e relembrar que esta acção altruísta pode salvar a vida de muitas pessoas.
O nosso bem-hajam.

5.12.2010

Banco Alimentar

Esta instituição oferece assistência a pessoas carenciadas,  nomeadamente as que se encontram numa situação de desempregado, idosos, doente, etc.

Nesta instituição, o voluntário está incumbido da recolha e fornecimento dos artigos alimentares às instituições localizadas nos 10 municípios do distrito (Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima, Valença, Viana do Castelo e Vila Nova de Cerveira).
Para mais informações consulte o site www.bancoalimentar.pt.

5.10.2010

Associação de Amigos do Autismo

A AMA é uma instituição de solidariedade social dedicada à problemática das perturbações do espectro do autismo. As pessoas interessadas em cooperar como voluntárias na AMA são incubidas das seguinte tarefa: Ajudar nas actividades e vigilância dos utentes (no mês de Julho), durante uma colónia de férias.
É importante sublinhar que antes do início da colónia, os monitores terão uma formação sobre o autismo, com vista a adquirirem conhecimentos úteis para que a sua colaboração decorra com sucesso.
Para mais informações consulte o site www.ama-autismo.pt.

Centro de Monotorização e Interpretação Ambiental


Mais conhecido por CMIA, este centro proporciona o indispensável enquadramento técnico e logístico às actividades a desenvolver no Parque Urbano de Viana do Castelo.
Relativamente ao tema  voluntariado, a CMIA não está, no presente momento, a solicitar voluntários para as suas actividades mas os interessados podem inscrever-se no Banco Local de Voluntariado de Viana do Castelo (ver publicação abaixo) para posteriormente serem chamados.

Para mais informações consulte o site www.cmia-viana-castelo.pt.

5.05.2010

Banco Local do Voluntariado

Esta instituição, situada no Passeio das Mordomas da Romaria (instalações na antiga Biblioteca Municipal) em Viana do Castelo, funciona como um espaço de aproximação entre os interessados no trabalho voluntário e as entidades promotoras de voluntariado que desenvolvem projectos úteis nas áreas de acção social, saúde, educação, entre muitas outras.

Se tem uma instituição que aceita trabalho voluntário ou simplesmente se deseja tornar-se um, deverá dirigir-se ao Banco Local de Voluntariado e assim solicitar uma ficha de inscrição ou preenche-la via internet no site da Câmara Municipal  de Viana do Castelo (www.cm-viana-castelo.pt). Após a inscrição, é necessário participar numa Acção de Formação Geral do Voluntariado antes da integração na entidade acolhedora.

Para mais informações:
E-mail: voluntariado@cm-viana-castelo.pt / cidadesaudavel@cm-viana-castelo.pt

4.19.2010

Voluntariado

Neste 3º e último período ficou estipulado debruçarmo-nos sobre a temática do voluntariado. Assim, iremos seleccionar algumas instituições de Viana do Castelo e divulgar na escola em pequenos folhetos A5, de maneira a fornecer à comunidade escolar informação preciosa sobre onde podem oferecer a sua solidariedade.

Vamos, ainda, elaborar a nossa "Semana da Saúde na ESM", que coincide com a última semana de aulas. Em cada dia irá haver um tipo de rastreio (auditivo, visual, avaliação nutricional, recolha de sangue, etc...)  Pedimos a tua colaboração nas actividades deste projecto, até porque ficarás a saber mais acerca da tua condição física.
Está atento!

3.19.2010

Envenenamento


O Envenenamento é conhecido como o efeito produzido no organismo por um veneno, quer este seja produzido por via digestiva, por via respiratória ou pela pele.

Assim podemos classificar dois tipos distintos de envenenamento: envenenamento por ingestão e envenenamento por via respiratória.

Dentro dos envenenamentos provocados por ingestão de substâncias podemos dar maior ênfase aos que são provocados por produtos alimentares, ingestão de medicamentos e ainda por produtos tóxicos.

Os envenenamentos provocados por produtos alimentares podem apresentar sintomas como arrepios e transpiração abundante, dores abdominais, náuseas e vómitos, diarreia, vertigens e ainda agitação e delírio. Na presença destes sintomas, deve-se interrogar a vítima no sentido de tentar perceber a origem do envenenamento e seguidamente manter a vítima confortavelmente aquecida.

Se por outro lado, o envenenamento for provocado por ingestão de medicamentos, o indivíduo pode apresentar sintomas tais como vómitos, dificuldade respiratória, perda de consciência, sonolência e confusão mental, sempre dependendo do tipo de medicamento ingerido.

Outro indivíduo deve ser responsável por interrogar a vítima no sentido de tentar obter o maior número de informações acerca do tipo de envenenamento e pedir urgentemente orientações médicas, mantendo simultaneamente a vítima confortavelmente aquecida.

Quando falamos em envenenamento provocados por produtos tóxicos, referimo-nos a detergentes e outros produtos de limpeza, bem como o álcool puro, amoníaco, pesticidas e produtos de uso agrícola.

Um indivíduo envenenado por este tipo de produtos, pode apresentar sintomas tais como vómitos e diarreia, espuma na boca, faces, lábios e unhas azulados, delírios e convulsões e inconsciência, sempre dependendo da natureza do produto ingerido. Tal como nos restantes envenenamentos, um outro indivíduo deve tentar obter informações sobre o sucedido e procurar ajuda e orientação. Se se tratar unicamente de álcool, deve-se dar á vitima uma bebida açucarada e em caso de queimadura, deve-se molhar os lábios suavemente.

é importante salientar que nunca se deve dar de beber á vitima, pois pode favorecer a absorção de alguns venenos e ainda provocar o vómito.

Se a vitima apresentar intoxicação, deve ser transportada com a máxima urgência para o hospital, devido á gravidade da situação.

Se o envenenamento for provocado por via respiratória a vítima começa por sentir um vago mal-estar seguido de dor de cabeça, zumbidos, tonturas, vómitos e uma apatia profunda que a impede de fugir do local onde se encontra. A este estado segue-se o coma, se a vítima não for rapidamente socorrida.

Neste caso, o indivíduo que ajuda deve entrar na sala contendo sempre a respiração e abrir uma janela. Numa segunda tentativa, deve arrastar a vitima para o exterior, colocando-a em local arejado e desapertando lhe as roupas, fazendo ventilação assistida se necessário.

Apesar de apresentarem sintomas variados, uns com maior gravidade do que outros, em todo os casos de envenenamento, a vitima deve ser transportada com alguma urgência para o hospital, de modo a ser vigiada e correctamente assistida por assistentes de saúde.

3.10.2010

Embriaguez

A maioria dos portugueses aprecia uma cerveja gelada num dia quente ou um copo de vinho ao jantar. Esta é uma atitude responsável em relação ao álcool, que funciona como lubrificante social e torna a vida um nadinha mais agradável.

Mas a embriaguez é diferente, esta pode causar vómitos, tremores, respiração lenta e irregular, perda de percepção e de sentido de orientação, perda de equilíbrio, soluços, falta de discernimento, dificuldade de coordenação, pele fria, pálida ou azulada… É um problema público que potencia graves riscos para a saúde pois o excesso de álcool diminui a quantidade de oxigénio que chega ao cérebro, podendo interromper funções orgânicas vitais.

A embriaguez no jovem adolescente é mais uma questão de afirmação do que vício mas os riscos são ainda piores, visto que, o cérebro continua a desenvolver-se até depois dos 20 anos e por isso jovens que bebem demais podem perder quantidades significativas da capacidade mental pois matam neurónios, que são os guardas da inteligência.

A tabela dos graus de embriaguez divide-se em: embriaguez clínica leve (0,4 a 1 g de álcool por 1 litro de sangue) e moderada (1 a 3 g). De 3 a 5 g já se trata de coma alcoólico e acima de 5 g estamos perante a dose fatal. A partir de 1 grama, 10% da população sente claros sintomas de embriaguez, essa percentagem sobe para 50% com 1,5 e para 100% com 2,0. Estas variações devem-se à tolerância, isto é, à maior ou menor capacidade que uma pessoa tem de ficar embriagada. Esta tolerância depende de vários factores constitucionais ou circunstancias, tais como: peso, idade, altura, hábito de beber, estado emotivo, cansaço, sono, ritmo da ingestão da bebida, absorção gástrica. . .

A partir de uma taxa de alcoolemia de 0,3 a condução é afectada pois há já redução no tempo de reacção, na concentração e na acção psicomotora. A partir dos 0,6 já há risco acrescido de acidentes, dada a dificuldade de travar numa emergência.

Para terem uma ideia: um whisky em estômago vazio pode causar uma taxa entre 0,67 e 0,92; uma cerveja após a refeição entre 0,23 e 0,29; três aperitivos chegam aos 0,9 e dois copos de conhaque a 1,0. Para atingir uma taxa de 2,89 seriam precisos, por exemplo, dois whiskies duplos, um litro de vinho de 12 graus e um litro de cerveja.

O nível legal de alcool por litro de sangue é 0,50g

O indivíduo ao começar a sentir-se embriagado não deve: conduzir nenhum tipo de veículo, operar máquinas, beber mais álcool, ficar sozinho, andar por sítios escuros e pouco frequentados (propícios para assaltos, violações...)...

O indivíduo ao começar a sentir-se embriagado deve:
  • beber água (se possível com açúcar),
  • comer (de preferência algo açucarado - para manter os níveis de glicemia),
  • repousar na posição de lado para evitar a sufocação pelo vómito.



2.08.2010

Electrocussão

A situação de electrocussão ou choque eléctrico é provocada pela passagem de corrente eléctrica através do corpo.

A gravidade das consequências (lesões, contracturas musculares ou mesmo a fatalidade) deste tipo de acidentes depende da intensidade da corrente, do tipo de corrente, do tempo de contacto e do local de entrada e saída da corrente no organismo. Devido à humidade as consequências podem ser mais graves pois esta reduz a resistência da pele.

Estas situações necessitam sempre de um transporte urgente para o hospital mas antes, de modo a socorrer as vítimas, devemos:

• Desligar o disjuntor para cortar imediatamente a corrente;

• Ter o máximo de cuidado em não tocar na vítima sem previamente ter desligado a corrente;

• Prevenir a queda do sinistrado;

• Aplicar o primeiro socorro convenientemente:

1. Reanimação cárdio-respiratória.

2. Aplicação de uma compressa ou mesmo um pano bem limpo sobre a queimadura.

Mas nunca podemos:

• Tocar na vítima se esta ainda estiver em contacto com a corrente eléctrica;

• Tentar afastar o fio de alta tensão com um objecto.

1.17.2010

Crise Asmática

A asma é uma forma de dispneia caracterizada por dificuldade na expiração, acompanhada por um ruído sibilante. Um ataque de asma provoca espasmos nos brônquíolos e edema do revestimento das vias aéreas, o que resulta no seu estreitamento e, consequentemente, em dificuldades respiratórias.

Os principais sinais e sintomas do quadro asmático são:
     • Dificuldade em respirar, sendo a expiração prolongada e ruidosa;
     • Dificuldade em falar;
     • Hipoxia (baixo teor de oxigénio);
     • Estado de aflição e ansiedade;
     • Tosse;
     • Inconsciência (raramente).

Na presença de uma vítima em crise asmática, deve-se actuar da seguinte forma:
   1. Colocar a vítima confortável: mantê-la calma, tranquilizá-la e ajudá-la a permanecer numa posição confortável, de preferência sentada, de forma ligeiramente inclinada para a frente, apoiando o tronco com os braços sobre uma superfície firme.
2. Deixar a vítima utilizar o inalador curativo: ajudá-la a encontrar o inalador e dizer-lhe para o usar e que o mesmo produzirá efeitos em poucos minutos.
3. Pedir à vítima para respirar devagar. Se o ataque não abrandar em 3minutos, incentive-a a utilizar novamente o inalador e a respirar fundo e lentamente. Se o inalador não fizer efeito após 5 minutos ou se a vítima piorar, chame o 112! 

1.13.2010

Ataque Epiléptico

 Epilepsia e uma doença neurológica crónica, que pode ser progressiva, principalmente quando relaciona com alterações cognitivas, frequência, e gravidade dos eventos críticos. É caracterizada por crises convulsivas recorrentes, e afecta cerca de 1% da população mundial.
Uma crise convulsiva, ou ataque epiléptico, é uma descarga eléctrica cerebral desorganizada que se propaga por todas as regiões do cérebro, levando a uma alteração de toda a actividade cerebral.
O que pode provocar um ataque epiléptico? Mudanças súbitas da intensidade luminosa ou luzes a piscar (algumas pessoas têm ataques quando vêem televisão, jogam no computador ou frequentam discotecas); privação de sono; ingestão alcoólica; febre; ansiedade; cansaço; algumas drogas e medicamentos; etc.
Uma crise epiléptica divide-se em três fases distintas:
    1. Fase Tónica: o doente começa por dar um grito, em seguida perde a consciência e cai no chão. Imediatamente os seus músculos começam a contrair, contracção essa que dura entre 10 a 20 segundos.
   2. Fase Crónica: todo o corpo da vítima sofre uma série de tremores impossíveis de controlar, com sucessivas contracções e descontracções de toda a musculatura. Este período dura entre 30 a 120 segundos, a respiração pára, o pulso acelera e a produção de saliva aumenta.
   3. Fase Pós-Crítica: neste momento as convulsões já cessaram, surge o relaxamento muscular que, em algumas situações, pode levar a uma falha involuntária dos esfíncteres e a urina involuntária. O doente recupera a consciência sem se lembrar do sucedido, geralmente confuso e sonolento. Esta fase pode durar entre 2 a 25 minutos.

Um ataque epiléptico caracteriza-se por alguns dos seguintes sinais e/ou sintomas:
   • movimentos bruscos e incontrolados da cabeça e/ou extremidades,
   • perda de consciência com queda desamparada,
   • olhar vago, fixo e/ou “revirar dos olhos”,
   • “espumar pela boca”,
   • perda de urina e/ou fezes,
   • morder a língua e/ou lábios.

Procedimentos a adoptar:
  • Afastar todos os objectos onde a pessoa se possa magoar;
  • Proteger a vítima contra os traumatismos, amortecendo a cabeça com almofadas ou casacos ou ainda com as mãos;
  • Ter o devido cuidado para não colocar os dedos na boca da vítima durante a crise.
  • Tomar o ambiente calmo afastando os curiosos;
  • Anotar a duração da convulsão;
  •Acabada fase de movimentos bruscos colocar a pessoa na Posição Lateral de Segurança;
  • Manter a pessoa num ambiente tranquilo e confortável;
  • Enviar ao Hospital sempre que:
         - for a primeira convulsão
         - durar mais de 8 a 10 minutos ou se repetir

O que não se deve fazer:
   • Não se deve deslocar a pessoa ou tentar levantá-la no momento crítico, excepto se o local for perigoso.
   • Não se deve restringir os movimentos do sinistrado pela força ou tentar acordá-la.
   • Não se deve dar-lhe de beber até ter a certeza de que o doente está completamente desperto.

12.16.2009

É Natal :)


Desejamos um feliz Natal e um Próspero Ano Novo a todos os nossos leitores!

12.14.2009

Hipotermia

Com a chegada do inverno e a cada vez mais exposição ao frio, as temperaturas corporais tendem a diminuir. A Hipotermia ocorre quando há um desequilíbrio entre a perda de calor (acentuada), mais do que a que o próprio corpo pode gerar. Os principais alvos são idosos, jovens frágeis, pessoas com problemas cardíacos ou circulatórios e consumistas de drogas e álcool.
A vítima hipotérmica apresenta um quadro sintomático constituído por:´
  • pele pálida e fria;
  • fraqueza;
  • tremor incontrolável;
  • estado de choque;
  • redução da frequência cardíaca e respiratória.
Para socorrer vítimas deste tipo de emergência deve-se, primeiramente, aquece-la à mesma velocidade a que ocorreu o seu arrefecimento. Seguidamente, procede-se da seguinte forma:
  • caso a vítima esteja consciente e se houver suspeita de hipotermia, retire-a do frio, com cuidado, pois está sob risco de paragem cardíaca
  • Se a vítima estiver inconsciente, deve-se examinar as vias respiratórias, a respiração e a circulação. Se for o caso, comece a respiração assistida, RCP ou controlo de hemorragias, dependendo dos sintomas que ela apresente. Nota: Se não for possível ir para um local abrigado, a vítima deve ser retirada do vento, ter a cabeça coberta e isolada do solo.
  • Depois de abrigar o hipotérmico, retire as roupas molhadas, trocando-as por outras secas. É importante garantir que a vítima esteja bem quente e, se necessário, cobra com mais mantas.
  • Se a vítima estiver acordada e conseguir engolir com facilidade, dê-lhe bebidas quentes e adocicadas (sem álcool), auxiliando no processo de aquecimento.



Posição Lateral de Segurança

Uma das técnicas mais utilizadas numa situação de primeiros socorros é a PSL (Posição Lateral de Segurança). Esta é executada quando a vítima está inconsciente mas a respirar e com bom pulso, permitindo-lhe assim uma maior e melhor ventilação.
Porém, existem restrições, sendo elas a de não utilizar esta técnica quando a vítima: não estiver a respirar; tiver uma lesão na cabeça, pescoço ou coluna; tiver um ferimento grave.

A PSL é uma técnica de fácil aprendizagem, pelo que deixámos um vídeo realizado pela cruz vermelha onde é explicado detalhadamente como a executar, para que seja mais acessível compreender.





12.13.2009

Queimaduras

Muitas queimaduras exigem cuidados médicos devido ao risco de infecção ou choque. Uma criança, uma pessoa doente ou idosa devem ser sempre observadas por um médico.
A gravidade da queimadura depende dos vários factores: da zona atingida pela queimadura; a extensão da pele queimada; da profundidade da queimadura. Estas são classificadas segundo um sistema de graus:












Primeiro grau, em que a pele fica avermelhada, quente e seca, muito dolorosa e com ardor, são as mais comuns, e são causadas pelo Sol (escaldões) ou água quente. Se a queimadura for deste grau devemos:
   1. Se possível retirar anéis, relógio ou roupa antes que a zona afectada inche.
   2. O facto de a queimadura ser muito dolorosa significa que provavelmente é superficial, logo devemos deixar correr a água fria sobre a zona atingida durante algum tempo. Após o arrefecimento colocar um creme hidratante, neutro, sem corantes.

Segundo grau, queimadura em que a pele fica avermelhada, quente, seca com ardor e bolhas que têm líquido no seu interior, são causadas por exposição moderadamente longa à água a ferver, ou no ferro de engomar; Se a queimadura for correspondente a este grau devemos:
   1. Se possível retirar anéis, relógio ou roupa antes que a zona afectada inche;
   2. Arrefecer com água muito fria;
   3. Se necessário, promover a evacuação da vítima para o hospital;

Terceiro grau, queimaduras em que a pele fica completamente destruída, podendo ficar carbonizada, este tipo de queimadura é maioritariamente causado por produtos químicos, incêndios, e acidentes. Se a queimadura for deste grau devemos:
   1. Arrefecer com água muito fria;
   2. Chamar o 112, a vítima deve ser evacuada o mais depressa possível para um hospital, podendo entrar em choque;

É preciso salientar que numa queimadura nunca se podem utilizar pensos adesivos, nem aplicar gorduras ou loções, nunca se deve rebentar as bolhas existentes, e deve-se evitar tocar na queimadura e retirar qualquer coisa que tenha aderido a esta.
Há diferentes motivos no modo como ocorre a queimadura e por isso o modo como se trata também é diferente, e os diferentes locais em que ocorrem as queimaduras podem ser mais sensíveis implicando outros tratamentos, tais como:
  • Os olhos – Lavar demoradamente com um fio de água corrente, do canto interno para o externo. Deixar o globo ocular humedecido. Colocar a vítima num ambiente com pouca luz (evita colagem das pálpebras);
  • As articulações e zonas de contacto – Interpor compressas ou panos limpos, sem pêlos e molhados para evitar colagem;
  • Por produtos químicos – Colocar a vítima rapidamente debaixo de água corrente. Retirar a roupa durante o duche, o qual deve demorar 15 a 20 minutos. Cobrir a vítima e promover o transporte para o hospital;
  • As queimaduras extensas – Não despir nem arrancar a roupa, a menos que seja de nylon.



12.08.2009

Afogamento

   Afogamento é o termo utilizado para designar a sufocação por aspiração de um fluído não corporal (normalmente água), por imersão ou submersão.
   Geralmente associamos a palavra afogamento a acidentes que ocorrem involuntariamente, ocorrendo marioritariamento na época balnear, onde o número de mortos é superior ao resto do ano. Contudo, este tipo de situação pode surgir mesmo na própria habitação.

   A asfixia, provocada pela entrada de água nos pulmões, impede a passagem do ar e, por isso, baixa o nível de oxigénio no sangue que pode levar à morte se não for socorrida a tempo. Devemos chamar sempre algum médico ou socorrista recorrendo número Europeu de Emergência Médica e devemos proceder da seguinte maneira de modo enquanto aguardamos a sua chegada de modo a evitar o contínuo aumento de óbitos por afogamento:
   1. Remover quaisquer obstruções da boca da vítima e começar, de imediato, a ventilação artificial. Se a vítima se encontrar ainda dentro de água, pode ser possível começar a ventilação artificial;
   2. Retirar a vítima do local do afogamento (se tiver de pé, utilize um braço para segurar o corpo da vítima e a outra mão para lhe amparar a cabeça e fechar o nariz, enquanto faz a ventilação boca a boca; se as águas forem profundas, forneça à vítima algum ar, enquanto a puxa para terra);
  3. Quando a vítima estiver numa superfície firme, verificar a ventilação, os batimentos cardíacos e, se necessário, continuar a ressuscitação;
  4. Logo que a vítima começar a ventilar normalmente, colocá-la em P.L.S (Posição Lateral de Segurança);
  5. Manter a vítima aquecida. Se possível, retirar-lhe as roupas molhadas e cobrindo novamente a vitima com roupas secas.

12.06.2009

Hemorragias

   A hemorragia pode ser definida como a perda constante de um determinado volume de sangue ocasionado pelo rompimento de um ou mais vasos sanguíneos e ao local especifico onde ocorre é designado por foco hemorrágico. Estas podem ter implicações no aparecimento de choques e problemas no transporte de oxigénio e consequente oxigenação dos tecidos, constituindo dessa forma um perigo de vida.
   As hemorragias constituem um dos acontecimentos mais frequentes cuja intervenção de socorrismo pode ser necessária e fundamental para assegurar a sobrevivência do indivíduo, podendo uma hemorragia descontrolada ou mal controlado tornar-se uma causa de morte em poucos segundos. A intervenção abrange vários métodos e técnicas, nem todos de procedimento fácil, mas que ainda assim devem ser conhecidos e postos em prática quando for o caso de uma extrema urgência, e possa haver uma demora na intervenção médica.
   Podemos classificar os vários tipos de hemorragias segundo duas perspectivas: quanto á proveniência (origem) do foco hemorrágico que pode ser arterial, venosa ou capilar ainda quanto á forma como se apresenta o foco hemorrágico que pode ser externa ou interna.
   As hemorragias externas são aquelas cujo sangue é visível e portanto é de mais fácil identificação, uma vez que ocorre derramamento de sangue para o exterior do organismo. Neste caso, deve-se evitar o contacto directo com a ferida e não deve ser aplicado qualquer tipo de medicação.
   Para efectuar o curativo, deve ser utilizado material específico e previamente esterilizado como luvas de látex descartáveis, panos limpos, compressas , rolo de adesivo, pensos rápidos, álcool 70% vol., anti-sépticos e algodão.
   As técnicas mais utilizadas no caso das hemorragias externas são o método de compressão directa, em que há a compressão do foco hemorrágico e a elevação do membro em que este se encontra; A compressão manual indirecta que consiste na compressão da artéria afectada um pouco acima da lesão; o garrote e em casos excepcionais (em que se verifique a fractura ou amputação de membros, ferimentos graves ou a impossibilidade de aplicar qualquer uma das técnicas enunciadas anteriormente) o torniquete.
   Este ultimo procedimento só deve ser aplicado se for feito de maneira correcta, visto serem vários os riscos que pode apresentar, uma vez aplicado de maneira incorrecta como por exemplo o indivíduo apresentar zonas arroxeadas ou frias entre outras.
   As hemorragias internas são assim designadas uma vez que o foco hemorrágico não e visível e se encontra no interior do organismo. O sangue derramado no interior do organismo pode ser acumulado noutras áreas do corpo em demasiada quantidade, podendo trazer elevados riscos ao indivíduo se este não for imediatamente assistido. Uma vez que são de difícil diagnóstico apenas a equipa médica poderá encontrar solução para o problema. Ainda assim, é importante a assistência a qualquer indivíduo, de modo a vigiá-lo e evitar que este entre em estado de choque ou desmaio, tendo em conta os seguintes aspectos:
  • Deitar a vítima de maneira que a cabeça fique mais baixa que o resto do corpo;
  • Colocar compressas frias ou bolsa de gelo no local da hemorragia;
  • Não permitir que a vítima ingira líquidos e observar atentamente as pulsações e as condições respiratórias do indivíduo.
 Uma pessoa que tenha uma hemorragia interna pode apresentar sintomas tais como pele fria, pulso rápido e fraco, suor abundante, mucosas (lábios e parte interna da pálpebra inferior descoradas), sede, ansiedade, náuseas e vómitos, sensação de frio, tremores ou ainda tonturas e sinais de inconsciência e com uma hemorragia externa pode também apresentar estes sintomas apesar de se deparar inicialmente com o ferimento e derramamento do sangue.
   Um dos casos que é bastante frequente no dia-a-dia e também deve ser tido em conta é a hemorragia nasal, esta é causada pelo rompimento dos vasos sanguíneos do nariz. O procedimento é bastante simples, tendo em conta os seguintes aspectos:

  • Transportar a vítima para um local fresco e fazê-la sentar, inclinando a cabeça ligeiramente para trás e desapertar a roupa;
  • A vítima deve tentar respirar pela boca até parar o sangramento, e a narina deve ser comprimida de 5 a 10 minutos;
  • Deve ser colocada uma compressa fria no nariz, na testa e na nuca;
  • Uma vez em caso de inconsciência, a vítima deve ser transportada para o hospital.
Para melhor compreensão acerca deste tema, e ainda como auxilio á explicitação das técnicas enunciadas, decidimos postar um vídeo relativo ás hemorragias.


12.01.2009

Overdose

Overdose (em inglês), também designado super dose ou dose excessiva, é um termo utilizado cientificamente para designar a exposição do organismo a grandes doses de uma substância química, lícita ou ilícita, seja ela um medicamento, uma droga de abuso, etc....
                                           
O corpo humano tem limites e, como tal, quando determinadas substâncias são ingeridas em quantidades que ultrapassam esses limites o nosso organismo desencadeia reacções que poderão ser fatais.

                                      

Normalmente, os indícios variam de indivíduo para indivíduo, devido a vários factores, tais como: tipo, quantidade, vias de administração e procedência da droga ingerida, constituição física e psicológica do indivíduo, circunstâncias em que ocorre a overdose, etc. Mas, de um modo geral os principais sinais de que estamos perante um caso de overdose são: problemas respiratórios, perda de consciência, dilatação ou contracção anormal das pupilas, suores e alucinações.
A overdose pode ser acidental, provocada, fatal ou não; não se conseguindo determinar clinicamente, com certeza, a sua origem. Na grande maioria dos casos, ela ocorre quando o indivíduo procura maiores efeitos, perdendo assim o controlo das doses, às vezes acidentalmente e outras vezes consciente do risco que corre. A overdose é hoje uma das principais causas de morte entre dependentes químicos. Por exemplo, o grande ícone de beleza e sensualidade do séc. XX, Marilyn Monroe ou o actor Heath Ledger que dava vida à personagem Joker no filme “Batman - Cavaleiro das Trevas”.
                                          
Assim, devemos proceder segundo os seguintes passos:Obtenha rapidamente o maior número possível de informações que puder, pois a vítima pode ficar inconsciente a qualquer momento. Pergunte por exemplo, o que aconteceu;
  1. Não tente provocar vómitos, é tempo perdido e pode ser prejudicial;
  2. Se a pessoa estiver inconsciente, coloque-a na posição lateral de segurança;
  3. Chame uma ambulância para que a vítima tenha um serviço médico especializado com profissionais preparados para esse tipo de atendimento;
  4. Recolha uma amostra de vomitado e quaisquer frascos ou recipientes de comprimidos que se encontrem perto da vítima. Mande-os para o hospital, juntamente com a vítima, como dado útil para a escolha do tratamento mais adequado.
Um grande número de mortes por overdose poderia ser evitado, desde que a vítima recebesse socorro adequado e imediato de um atendimento especializado. Devemos ressaltar que os amigos ou a(s) pessoa(s) que o socorrem terão o direito ao anonimato, não correndo o risco de serem posteriormente repreendidos

Coma alcoólico

Coma alcoólico – O que é?

As náuseas, os vómitos e a perda temporária da percepção perfeita do que se passa em nosso redor são efeitos comuns após os exageros com o álcool, tendo um grau de gravidade menor que o coma alcoólico. Mas, da embriaguez ao coma, o passo não é tão grande quanto isso, portanto é preciso estar muito atento à evolução do estado do alcoólico, para poder evitar situações piores. O coma alcoólico é uma situação de emergência médica, em que as funções vitais do organismo ficam afectadas e, se não forem devidamente avaliadas, observadas e cuidadas a tempo, podem matar o indivíduo.



Em 2009, dois dias de Queima das Fitas, em Coimbra, chegaram para levar 127 estudantes ao hospital, 86 deles em coma alcoólico, noticia o Diário de Notícias. Estima-se que estes 86 estudantes, 15 dias após terem alta médica, ainda vão sofrer de falhas de memória frequentes e de grandes dificuldades de concentração, pois o coma alcoólico provoca danos graves e irreversíveis nas células cerebrais.
                                                       

Coma alcoólico – O que fazer?

Em caso de constatação de coma alcoólico a primeira coisa a fazer é: chamar uma ambulância ou, se tiver possibilidade, levar a pessoa para um pronto-socorro ou um hospital, onde terá tratamento adequado. Enquanto a ambulância não chega ao local, ou durante a viagem para o hospital ou pronto-socorro, verifique o pulso da vítima e coloque-a deitada de lado (de preferência, num lugar seguro e tranquilo) para que, caso ela vomite, não haja aspiração para os pulmões, o que provocaria asfixia. Deve também desapertar as roupas e acessórios como: cintos, colares ou gravatas.


Um aspecto importante a destacar é em relação à glicose, que, se for mantida em níveis mais altos, ajuda o indivíduo a recuperar-se da embriaguez. Portanto, ao aperceber-se que está a abusar do álcool, beba um sumo açucarado ou coma algo que contenha bastante açúcar para que nunca chegue ao ponto de ficar em coma.