4.19.2010

Voluntariado

Neste 3º e último período ficou estipulado debruçarmo-nos sobre a temática do voluntariado. Assim, iremos seleccionar algumas instituições de Viana do Castelo e divulgar na escola em pequenos folhetos A5, de maneira a fornecer à comunidade escolar informação preciosa sobre onde podem oferecer a sua solidariedade.

Vamos, ainda, elaborar a nossa "Semana da Saúde na ESM", que coincide com a última semana de aulas. Em cada dia irá haver um tipo de rastreio (auditivo, visual, avaliação nutricional, recolha de sangue, etc...)  Pedimos a tua colaboração nas actividades deste projecto, até porque ficarás a saber mais acerca da tua condição física.
Está atento!

3.19.2010

Envenenamento


O Envenenamento é conhecido como o efeito produzido no organismo por um veneno, quer este seja produzido por via digestiva, por via respiratória ou pela pele.

Assim podemos classificar dois tipos distintos de envenenamento: envenenamento por ingestão e envenenamento por via respiratória.

Dentro dos envenenamentos provocados por ingestão de substâncias podemos dar maior ênfase aos que são provocados por produtos alimentares, ingestão de medicamentos e ainda por produtos tóxicos.

Os envenenamentos provocados por produtos alimentares podem apresentar sintomas como arrepios e transpiração abundante, dores abdominais, náuseas e vómitos, diarreia, vertigens e ainda agitação e delírio. Na presença destes sintomas, deve-se interrogar a vítima no sentido de tentar perceber a origem do envenenamento e seguidamente manter a vítima confortavelmente aquecida.

Se por outro lado, o envenenamento for provocado por ingestão de medicamentos, o indivíduo pode apresentar sintomas tais como vómitos, dificuldade respiratória, perda de consciência, sonolência e confusão mental, sempre dependendo do tipo de medicamento ingerido.

Outro indivíduo deve ser responsável por interrogar a vítima no sentido de tentar obter o maior número de informações acerca do tipo de envenenamento e pedir urgentemente orientações médicas, mantendo simultaneamente a vítima confortavelmente aquecida.

Quando falamos em envenenamento provocados por produtos tóxicos, referimo-nos a detergentes e outros produtos de limpeza, bem como o álcool puro, amoníaco, pesticidas e produtos de uso agrícola.

Um indivíduo envenenado por este tipo de produtos, pode apresentar sintomas tais como vómitos e diarreia, espuma na boca, faces, lábios e unhas azulados, delírios e convulsões e inconsciência, sempre dependendo da natureza do produto ingerido. Tal como nos restantes envenenamentos, um outro indivíduo deve tentar obter informações sobre o sucedido e procurar ajuda e orientação. Se se tratar unicamente de álcool, deve-se dar á vitima uma bebida açucarada e em caso de queimadura, deve-se molhar os lábios suavemente.

é importante salientar que nunca se deve dar de beber á vitima, pois pode favorecer a absorção de alguns venenos e ainda provocar o vómito.

Se a vitima apresentar intoxicação, deve ser transportada com a máxima urgência para o hospital, devido á gravidade da situação.

Se o envenenamento for provocado por via respiratória a vítima começa por sentir um vago mal-estar seguido de dor de cabeça, zumbidos, tonturas, vómitos e uma apatia profunda que a impede de fugir do local onde se encontra. A este estado segue-se o coma, se a vítima não for rapidamente socorrida.

Neste caso, o indivíduo que ajuda deve entrar na sala contendo sempre a respiração e abrir uma janela. Numa segunda tentativa, deve arrastar a vitima para o exterior, colocando-a em local arejado e desapertando lhe as roupas, fazendo ventilação assistida se necessário.

Apesar de apresentarem sintomas variados, uns com maior gravidade do que outros, em todo os casos de envenenamento, a vitima deve ser transportada com alguma urgência para o hospital, de modo a ser vigiada e correctamente assistida por assistentes de saúde.

3.10.2010

Embriaguez

A maioria dos portugueses aprecia uma cerveja gelada num dia quente ou um copo de vinho ao jantar. Esta é uma atitude responsável em relação ao álcool, que funciona como lubrificante social e torna a vida um nadinha mais agradável.

Mas a embriaguez é diferente, esta pode causar vómitos, tremores, respiração lenta e irregular, perda de percepção e de sentido de orientação, perda de equilíbrio, soluços, falta de discernimento, dificuldade de coordenação, pele fria, pálida ou azulada… É um problema público que potencia graves riscos para a saúde pois o excesso de álcool diminui a quantidade de oxigénio que chega ao cérebro, podendo interromper funções orgânicas vitais.

A embriaguez no jovem adolescente é mais uma questão de afirmação do que vício mas os riscos são ainda piores, visto que, o cérebro continua a desenvolver-se até depois dos 20 anos e por isso jovens que bebem demais podem perder quantidades significativas da capacidade mental pois matam neurónios, que são os guardas da inteligência.

A tabela dos graus de embriaguez divide-se em: embriaguez clínica leve (0,4 a 1 g de álcool por 1 litro de sangue) e moderada (1 a 3 g). De 3 a 5 g já se trata de coma alcoólico e acima de 5 g estamos perante a dose fatal. A partir de 1 grama, 10% da população sente claros sintomas de embriaguez, essa percentagem sobe para 50% com 1,5 e para 100% com 2,0. Estas variações devem-se à tolerância, isto é, à maior ou menor capacidade que uma pessoa tem de ficar embriagada. Esta tolerância depende de vários factores constitucionais ou circunstancias, tais como: peso, idade, altura, hábito de beber, estado emotivo, cansaço, sono, ritmo da ingestão da bebida, absorção gástrica. . .

A partir de uma taxa de alcoolemia de 0,3 a condução é afectada pois há já redução no tempo de reacção, na concentração e na acção psicomotora. A partir dos 0,6 já há risco acrescido de acidentes, dada a dificuldade de travar numa emergência.

Para terem uma ideia: um whisky em estômago vazio pode causar uma taxa entre 0,67 e 0,92; uma cerveja após a refeição entre 0,23 e 0,29; três aperitivos chegam aos 0,9 e dois copos de conhaque a 1,0. Para atingir uma taxa de 2,89 seriam precisos, por exemplo, dois whiskies duplos, um litro de vinho de 12 graus e um litro de cerveja.

O nível legal de alcool por litro de sangue é 0,50g

O indivíduo ao começar a sentir-se embriagado não deve: conduzir nenhum tipo de veículo, operar máquinas, beber mais álcool, ficar sozinho, andar por sítios escuros e pouco frequentados (propícios para assaltos, violações...)...

O indivíduo ao começar a sentir-se embriagado deve:
  • beber água (se possível com açúcar),
  • comer (de preferência algo açucarado - para manter os níveis de glicemia),
  • repousar na posição de lado para evitar a sufocação pelo vómito.



2.08.2010

Electrocussão

A situação de electrocussão ou choque eléctrico é provocada pela passagem de corrente eléctrica através do corpo.

A gravidade das consequências (lesões, contracturas musculares ou mesmo a fatalidade) deste tipo de acidentes depende da intensidade da corrente, do tipo de corrente, do tempo de contacto e do local de entrada e saída da corrente no organismo. Devido à humidade as consequências podem ser mais graves pois esta reduz a resistência da pele.

Estas situações necessitam sempre de um transporte urgente para o hospital mas antes, de modo a socorrer as vítimas, devemos:

• Desligar o disjuntor para cortar imediatamente a corrente;

• Ter o máximo de cuidado em não tocar na vítima sem previamente ter desligado a corrente;

• Prevenir a queda do sinistrado;

• Aplicar o primeiro socorro convenientemente:

1. Reanimação cárdio-respiratória.

2. Aplicação de uma compressa ou mesmo um pano bem limpo sobre a queimadura.

Mas nunca podemos:

• Tocar na vítima se esta ainda estiver em contacto com a corrente eléctrica;

• Tentar afastar o fio de alta tensão com um objecto.

1.17.2010

Crise Asmática

A asma é uma forma de dispneia caracterizada por dificuldade na expiração, acompanhada por um ruído sibilante. Um ataque de asma provoca espasmos nos brônquíolos e edema do revestimento das vias aéreas, o que resulta no seu estreitamento e, consequentemente, em dificuldades respiratórias.

Os principais sinais e sintomas do quadro asmático são:
     • Dificuldade em respirar, sendo a expiração prolongada e ruidosa;
     • Dificuldade em falar;
     • Hipoxia (baixo teor de oxigénio);
     • Estado de aflição e ansiedade;
     • Tosse;
     • Inconsciência (raramente).

Na presença de uma vítima em crise asmática, deve-se actuar da seguinte forma:
   1. Colocar a vítima confortável: mantê-la calma, tranquilizá-la e ajudá-la a permanecer numa posição confortável, de preferência sentada, de forma ligeiramente inclinada para a frente, apoiando o tronco com os braços sobre uma superfície firme.
2. Deixar a vítima utilizar o inalador curativo: ajudá-la a encontrar o inalador e dizer-lhe para o usar e que o mesmo produzirá efeitos em poucos minutos.
3. Pedir à vítima para respirar devagar. Se o ataque não abrandar em 3minutos, incentive-a a utilizar novamente o inalador e a respirar fundo e lentamente. Se o inalador não fizer efeito após 5 minutos ou se a vítima piorar, chame o 112! 

1.13.2010

Ataque Epiléptico

 Epilepsia e uma doença neurológica crónica, que pode ser progressiva, principalmente quando relaciona com alterações cognitivas, frequência, e gravidade dos eventos críticos. É caracterizada por crises convulsivas recorrentes, e afecta cerca de 1% da população mundial.
Uma crise convulsiva, ou ataque epiléptico, é uma descarga eléctrica cerebral desorganizada que se propaga por todas as regiões do cérebro, levando a uma alteração de toda a actividade cerebral.
O que pode provocar um ataque epiléptico? Mudanças súbitas da intensidade luminosa ou luzes a piscar (algumas pessoas têm ataques quando vêem televisão, jogam no computador ou frequentam discotecas); privação de sono; ingestão alcoólica; febre; ansiedade; cansaço; algumas drogas e medicamentos; etc.
Uma crise epiléptica divide-se em três fases distintas:
    1. Fase Tónica: o doente começa por dar um grito, em seguida perde a consciência e cai no chão. Imediatamente os seus músculos começam a contrair, contracção essa que dura entre 10 a 20 segundos.
   2. Fase Crónica: todo o corpo da vítima sofre uma série de tremores impossíveis de controlar, com sucessivas contracções e descontracções de toda a musculatura. Este período dura entre 30 a 120 segundos, a respiração pára, o pulso acelera e a produção de saliva aumenta.
   3. Fase Pós-Crítica: neste momento as convulsões já cessaram, surge o relaxamento muscular que, em algumas situações, pode levar a uma falha involuntária dos esfíncteres e a urina involuntária. O doente recupera a consciência sem se lembrar do sucedido, geralmente confuso e sonolento. Esta fase pode durar entre 2 a 25 minutos.

Um ataque epiléptico caracteriza-se por alguns dos seguintes sinais e/ou sintomas:
   • movimentos bruscos e incontrolados da cabeça e/ou extremidades,
   • perda de consciência com queda desamparada,
   • olhar vago, fixo e/ou “revirar dos olhos”,
   • “espumar pela boca”,
   • perda de urina e/ou fezes,
   • morder a língua e/ou lábios.

Procedimentos a adoptar:
  • Afastar todos os objectos onde a pessoa se possa magoar;
  • Proteger a vítima contra os traumatismos, amortecendo a cabeça com almofadas ou casacos ou ainda com as mãos;
  • Ter o devido cuidado para não colocar os dedos na boca da vítima durante a crise.
  • Tomar o ambiente calmo afastando os curiosos;
  • Anotar a duração da convulsão;
  •Acabada fase de movimentos bruscos colocar a pessoa na Posição Lateral de Segurança;
  • Manter a pessoa num ambiente tranquilo e confortável;
  • Enviar ao Hospital sempre que:
         - for a primeira convulsão
         - durar mais de 8 a 10 minutos ou se repetir

O que não se deve fazer:
   • Não se deve deslocar a pessoa ou tentar levantá-la no momento crítico, excepto se o local for perigoso.
   • Não se deve restringir os movimentos do sinistrado pela força ou tentar acordá-la.
   • Não se deve dar-lhe de beber até ter a certeza de que o doente está completamente desperto.

12.16.2009

É Natal :)


Desejamos um feliz Natal e um Próspero Ano Novo a todos os nossos leitores!